31/05/2016




#SãoJoãodoIECE: algumas fotografias


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Grupo de divulgação fazendo uma pausa para a selfie!
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Alguns integrantes do grupo de divulgação "com as mãos na massa".
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Grupo de brincadeiras decidindo quais dinâmicas entrarão no roteiro para a festa junina da Casa Escola.
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Grupo de decoração confeccionando itens para a festa junina.
UM RELATO
Por Enzo Araújo

Ano passado, como em todos os anos, a Casa Escola realizou uma festa comemorativa do São João.

As turmas se dividiram em 4 grupos: Brincadeiras, Divulgação/Registro, Decoração e Recepção, e, durante as aulas, os alunos desenvolveram ideias com a ajuda dos professores, o que foi essencial para a realização do evento.
O evento aconteceu no clube SESI, um local amplo, o que comportou a proposta do evento, havendo muito espaço tanto para as brincadeiras quanto para o local das mesas e das apresentações. No espaço, havia uma cantina com comidas juninas à venda, como milho e seus derivados. Também por lá, funcionários faziam churrasco para os pais.
Os alunos também ajudaram no dia do evento, mais especificamente os alunos do fundamental II em seus devidos grupos, os já citados acima. Eu por exemplo, trabalhei na divulgação: gastei um bom tempo tirando fotos do evento. Houveram apresentações de TODAS as turmas na data do evento, desde o grupo II, até o Fundamental II, que realiza uma apresentação só com todos os alunos juntos.
Os horários para cada setor são distintos, impedindo, assim, a superlotação do evento que começa, geralmente, a partir das 16h, com a Educação Infantil. Às 18h, temos o fundamental I e II que estão em menor número, o que possibilita os dois apresentarem, um atrás do outro.


Durante o evento, o grupo de brincadeiras ficou monitorando as dinâmicas que distribuía prêmios caso se conseguisse atingir um certo número de pontos. Lá, haviam dos mais variados tipos de brincadeiras, desde Chute ao Gol, até Pescaria!

28/05/2016

Parvana, a heroína de A outra face, de Deborah Ellis


A turma do 8º ano leu, no 1º trimestre, A outra face, de Deborah Ellis, que conta a história de superação de Parvana frente ao regime talibã para ajudar sua família a se manter, uma vez que seu pai, o único provedor da casa, fora preso. Por conta disso, teve ela que se travestir de menino para que, assim, pudesse sair de casa e trazer o sustento.
Os alunos e alunas, ao final da leitura, escreveram sobre as suas impressões do livro, fazendo um paralelo entre a protagonista do livro e Malala Yousafzai, paquistanesa que se tornou ícone mundial na luta pelo direitos das mulheres à educação, bem como com a questão dos grupos de minorias que ainda sofrem por diversos aspectos na sociedade atual.
Segue alguns relatos:

"Apesar de eu sempre ter tido uma visão “ruim” sobre como as pessoas (principalmente as mulheres) vivem no Oriente Médio, após todos os debates, discussões em sala de aula, a história de Malala e o livro que estamos trabalhando nas aulas de Português, pode ser que eu tenha “dado um passo” no meu conhecimento sobre isso, pois comecei a ter uma maior perspectividade do que realmente acontece por lá. [...] O livro acaba nos mostrando como as mulheres ainda são rejeitadas pelo mundo. Eu gostei muito de estudar esse conteúdo por trazer algo mundial e atual." - Gustavo Mestres
    "O livro A outra face conta a história de Parvana, uma garota afegã que sofre com os problemas do seu país, principalmente com o preconceito e com a falta de direito das mulheres. Ela tem que se virar para realizar as atividades da casa, pois ninguém da sua família pode fazer o mesmo. Mesmo sendo uma personagem fictícia, Parvana representa milhões de pessoas que estão dentro dos grupos de minorias que sofrem com o preconceito, com a falta de direitos, com a falta de liberdade, entre outras coisas." - Pedro Cursino


"A luta das mulheres para ter seu encaixamento na sociedade ainda acontece, pois se trata de uma questão que ainda não está resolvida, apesar das conquistas que já aconteceram, principalmente depois do movimento feminista. Contudo, como já foi dito, é uma batalha que continua até hoje por todo o mundo, inclusive, no Oriente. As lutas travadas aqui são diferentes das que acontecem por lá, pois alguns direitos já conquistados pela mulher do Ocidente ainda estão distante das mulheres destes países. Elas ainda lutam para frequentar a escola, por exemplo. Malala é um dos grandes exemplos da luta pelos direitos das mulheres no seu país, o Paquistão, e no mundo." - Giovanna Morais

"Ainda nos dias atuais, em diversos países e, principalmente, no Oriente Médio, vimos histórias de vida parecidas em que muitas mulheres sofrem opressão, sentem-se inseguras, faltando-lhes autonomia e independência nos mais diversos aspectos e até mesmo os seus direitos de ir e vir são violados.
Malala durante seu discurso na ONU, em 2013
Malala declarou, em seu discurso para a ONU, que para mudar o mundo só é necessário um aluno, um professor, um livro e uma caneta. Quantas guerras no mundo poderíamos impedir se nossos olhares fossem voltados para a literatura, a arte, a educação, ao desenvolvimento dos seres humanos independentes de gênero, religião, raça?" - Luiza Gadelha

"Pessoalmente, eu achei A outra face um livro muito interessante, pois mostra uma realidade que nós, que vivemos no Brasil, não conhecemos, pelo menos, não muito bem. O livro conta a história de Parvana, uma garota afegã que teve seu pai levado pelos talibãs, e como não era permitido que mulheres saíssem de casa sem um acompanhante masculino, Parvana teve de se disfarçar de menino, para ganhar dinheiro para sua família sobreviver. A história de Parvana, tem uma grande relação com a vida de Malala Yousafzai, uma uma garota paquistanesa que, quando era mais nova, vivia num país sob o regime do talibã, e assim como Parvana, sofreu com a falta de direitos das mulheres. Outra relação entre Malala e Parvana, é a história de Malali, uma garota afegã que liderou as tropas afegãs contra a invasão inglesa. Malali deu origem ao nome de Malala e é constantemente citada no livro. Para mim, a história de A outra face é inspiradora e Parvana é uma personagem que representa a situação de várias mulheres e garotas ao redor do mundo, e conscientiza as pessoas dessas situações." - Tiago Pernambuco
 
"Parvana é uma personagem muito interessante e guerreira. A partir das atitudes que ela tem ao longo do livro A outra face, podemos perceber que ela sabe que as mulheres, tanto crianças quanto adultas, devem ter os seus direitos, e acha absurdo que muitos, a maioria, não sejam concedidos, por isso decide “lutar”, a seu modo, por eles. Esta personagem é um grande exemplo, e não está só dentro desta narrativa, pois existem mulheres que também lutam ou lutaram para ter seus direitos reservados. Um grande exemplo é Malala." - Camille Daniela